Category: orbalho

Na pòla ou a velas vir

É o palpite que fica após olhar para as respostas mecánicas em falência para as questões novas. Quem não sabe, quem não ve,  quem não fala é caçado coma um parviolo no seu ninho. A carvalheira fica cheia de cadáveres. Os gatões lustram o ventre ao sol com tanta fartura. Desde a febleza da pòla de uma bidueira olho cara arriba.

Isaac

Nada home, mira com que gentalha ficamos, a mesma de sempre.

E ti marchas, coma tantos vivos e mortos, longe de aquí.

Bom, não che sou moito de essas cousas, mas, se atopas a Celso Emilio, a Seoane ou ao Castelao, ou a qualquer de aqueles anarquistas e comunistas menos famosos,  aló por onde andes; contalhes o que está a pasar, por ver se, daquela, acordades vir de volta, porque, ti ja sabes: aquí precisamos de qualquer aparecido ou, quando menos, moita santa companha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Deica, velho verde  😉

A globalização da vagina

Um trabalho artístico do escultor británico James Mc Cartney que exalta a diversidade  por vía vaginal, porque a globalização homogeneizadora chega também á vagina.

Procurem se não acreditam nos “tratamentos” estéticos que há no mercado para as vaginas que não encaixam no cãnone global da vagina perfeita

Y el plus en el salón!

Há anos um bom amigo pediume um euro, no meio de uma discusão quando eu acreditava no bipartito. “Mira, a cara não é a cruz, ves?. Semelham cousas diferentes…mas a moeda é a mesma”

A mediáticamente chamada esquerda em Europa  é a esquerda institucional. A esquerda que vive bem no capitalismo globalizado e no imperialismo e que nunca vai pór em questão a sua pervivencia e a sua defessa.

Cómpre saber que essa esquerda é a que nos pede periódicamente os votos co argumento de que se não acreditamos em ela, han vir os rancios da direita. Com certeza, se não houber uma direita tão disparatada, brutal e parafascista, fose Merkel ou Sarkozy, Berlusconi ou Aznar (perdão, Rajoy) ou Feijoo, se existise uma direita democrática, laica e, verdadeiramente, liberal; a esquerda não pintaría nada acó.

Existe a esquerda como é conhecida na altura, porque a direita é de esse modo.

Hoje miro na encrucilhada dous vieiros: por um transitar cara a alternativas anticapitalistas e antiimperialistas: logo comunistas (do comunismo como pensamento e praxis, não como logo), libertarias e soberanistas. Polo outro obedecer e submeterse acatando o orde “novo” e acreditar em que a cruz da moeda e máis bonita que a cara:  ir votar.

Com certeza polo segundo vieiro viviremos melhor, sem esses nojentos parafascistas a nos governar, em um respiravel ambiente de parias com carro e liberdade aparente…y el plus en el salón!

Como uma “democracia” passou para ser uma “ditadura”

No final de 2008, os efeitos da crise na economia  são destruidores. Em outubro nacionaliza-se XXXXXXXXXXi, principal banco do país. Algum governo europeio congela todos os activos de seu subsidiario YYYYYYY, com 300.000 clientes desse país e 910 milhões de euros investidos por administrações locais e entidades públicas.

A XXXXXXXXXXXXXi seguiram-lhe os outros dois bancos principais, o KKKKKKK e o QQQQQQ. Seus principais clientes estão nesse país e em Europa, clientes aos que seus estados têm que reembolsar suas poupanças com 3.700 milhões de euros de dinheiro público. Por então, o conjunto das dívidas bancárias desse país equivale a várias vezes seu PIB. Por outro lado, a moeda cai como chumbo e a bolsa suspende sua actividade após um afundimento de 76%.

O país está em bancarrota.
O governo solicita oficialmente ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que aprova um empréstimo de 2.100 milhões de dólares, completado por outros 2.500 milhões de alguns países vizinhos.

Protestas cidadãs em frente ao parlamento em a capital vão em aumento. O 23 de janeiro de 2009 convocam eleições antecipadas e três dias depois, as batucadas já são multitudinárias e provocam o despedimento do Premiê e de todo seu governo em bloco. É o primeiro governo (e único que eu saiba) que cai vítima da crise mundial.
O 25 de abril celebram eleições gerais das que sai um governo de coalizão formado pela até daquela oposição
Ao longo do 2009 continua a péssima situação económica do país e no ano fecha com uma queda do PIB de 7%.
Mediante uma lei amplamente discutida no parlamento propõe-se a devolução da dívida a Europa mediante o pagamento de 3.500 milhões de euros, soma que pagarão todos as famílias  mensalmente durante os próximos 15 anos ao 5,5% de interesse. A gente volta-se a jogar à rua e solicita submeter a lei a referendo. Em janeiro de 2010 o Presidente da República nega-se a ratificá-la e anuncia que terá consulta popular.

Em março celebra-se o referendo e o NÃO ao pagamento da dívida arrasa com um 93% dos votos. A revolução  consegue uma nova vitória de forma pacífica.

O FMI congela as ajudas económicas à espera de que o país se resolva a devolução de sua dívida.
A tudo isto, o governo iniciou uma investigação para dirimir juridicamente as responsabilidades da crise. Começam as detenções de vários banqueiros e altos executivos.
Neste contexto de crise, elege-se uma assembleia constituinte no passado mês de novembro para redigir uma nova constituição que recolha as lições aprendidas da crise e que substitua à actual. Para isso, se recorre directamente ao povo soberano. Elegem-se 25 cidadãos sem afiliação política dos 522 que se apresentaram às candidaturas, para o qual só era necessário ser maior de idade e ter o apoio de 30 pessoas. A assembleia constitucional começará seu trabalho em fevereiro de 2011 e apresentará um projecto de constitução a partir das recomendações consensuais de diferentes assembleias que celebrarão por todo o país.  Deverá ser aprovada pelo actual Parlamento e pelo que se constitua depois das próximas eleições legislativas.

E para terminar, outra medida revolucionária do parlamento: a Iniciativa Moderna para Meios de Comunicação, um projecto de lei que pretende criar um marco jurídico destinado à protecção da liberdade de informação e de expressão. Pretende-se fazer do país um refúgio seguro para o jornalismo de investigação e a liberdade de informação onde se protejam fontes, jornalistas e provedores de Internet que alojam informação jornalística; o inferno para EEUU e o paraíso para Wikileaks.

Este texto que venho de reproduzir com pequenas alterações para “ocultar” de que país fala, está em espanhol aquí: a revolução silenciada.

Korea

“O nível de competitivade é altísimo, como o nível de disciplina e respeito pela autoridade dos professores……a aceitação da autoridade, das normas, a submissão ao ordem social e  supeditação da individualidade  ao conjunto são muito altas…Como contrapunto, assinalar o alto nível de estrés da vida escolar que chega a derivar numa alta percentagem de suicídios por não ter obtido uns resultados suficientes em primaria, secundária e bacharelato. Alguns professores questionam o sistema baseado na memorização,  a aprendizagem orientada aos factos,  a proposta autoritaria do ensino e a  falta de importância da criatividade.»

Do informe PISA sobre Korea. Do sul.

A cultura da diversão

Esse é o título do artigo de Anna Giridharadas em La Nación. Em el fala de como nos tempos antigos, os séculos de aí atrás,  a palavra prazer era a de máis uso para definir o tempo que as pessoas dedicavam para gozar de si e do mundo.

Hoje, em troques, a cada vez é menos usado o termo prazer para que estea máis nas nosas vozes o de diversão.

Dá ums ejemplos para definir os dous termos na perspectiva do que ela quere dizer:

Las cataratas imponentes producen placer; los partidos de paintball , en los que los amigos, con ánimo lúdico (y a veces con cierta crueldad) se disparan entre sí perdigones de pintura, proporcionan diversión. Una cena prolongada y con buena conversación puede ser un “placer”; un bar bailable atestado, oscuro y sudoroso probablemente sea calificado de “divertido”.

A globalização, a assunção dos paradigmas da metrópole varrem com tudo, mesmo co prazer, mas sempre podemos nos divertir

Do horrível perigo da leitura

Com esse título escreveu Voltaire um panfleto sobre a prevenção da Europa de sua época contra a difusión da razão escrita, levando-a a uma hipotética resistência turca contra a introdução da imprenta baixo um suposto edicto de um mufti.

Acho que Voltaire errou em sua crença de que a leitura faria aos homem mais livres. É suficiente com ver o que os índices de leitura de nossa sociedade e o acesso universal à educação conseguiram para ver que  cultura e liberdade não são dois termos de uma igualdade.

No entanto não se pode dizer que o panfleto não tenha seu humor visto desde nossa época.

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